O novo filme do Diretor francês/argentino Gaspar Noe traz novamente o tom violento e a perpectiva psicodélica do seu filme anterior (Irreversível). O longa ainda não estreou comercialmente, porém já está causando polêmica nos festivais em que foi exibido (Cannes e Sitges).

Oscar e Linda vivem atualmente em Tóquio. Ele sobrevive através de pequenos negócios como traficante e ela como uma stripper em uma boate. Durante um ataque policial, Oscar é atingido por uma bala. Enquanto está morrendo, seu espírito, fiel à promessa de nunca desistir que Oscar fez à irmã, se recusa a deixar o mundo dos vivos. Sua mente, então, viaja pela cidade e suas visões começam a ficar cada vez mais caóticas e apavorantes.
A estética utilizada por Noe inova a cada filme; No seu primeiro longa, "Sozinho contra todos", ele impregnou na fotografia uma nuance avermelhada, mas ainda não utilizava as técnicas de movimento de câmera usadas em "Irreversível", é cru e ao mesmo tempo traz a proposta de intervir no emocional do espectador. Já em "Irreversível", a sua aptidão estética é mais inovadora, uma vez que usa-se um movimento de câmera sem limites de espaço aliado ao tom avermelhado da fotografia (já comentado). Contudo, a intervenção emocional é mais direta e verídica. Em "Enter the void", ele traz laconicamente todo seu estilo, mostrando que é um diretor brilhante, talentoso e peremptoriamente inovador. A fotografia rubra é substituída pelas cores em neon.
A estética utilizada por Noe inova a cada filme; No seu primeiro longa, "Sozinho contra todos", ele impregnou na fotografia uma nuance avermelhada, mas ainda não utilizava as técnicas de movimento de câmera usadas em "Irreversível", é cru e ao mesmo tempo traz a proposta de intervir no emocional do espectador. Já em "Irreversível", a sua aptidão estética é mais inovadora, uma vez que usa-se um movimento de câmera sem limites de espaço aliado ao tom avermelhado da fotografia (já comentado). Contudo, a intervenção emocional é mais direta e verídica. Em "Enter the void", ele traz laconicamente todo seu estilo, mostrando que é um diretor brilhante, talentoso e peremptoriamente inovador. A fotografia rubra é substituída pelas cores em neon.

Noe integra nas películas, além de uma imagem exuberante, uma trilha sonora que envolve o espectador no seu sentimento caótico de mundo; isso é tão forte que ele consegue inserir o espectador à uma realidade abstrata de agonia: um exemplo disso é a cena em que a câmera nos revela o "Rectum" em "Irreversível". Em "Enter the void", Noe segue a mesma linha, tanto que quem assina a trilha sonora é Thomas Bangalter (do grupo Daft Punk).