31 de outubro de 2011
O Caos Reina!
23 de maio de 2011
Contatos Quase Imediatos de 64º grau - Vencedores do Festival de Cannes 2011

Não posso afirmar se os vencedores da 64ª do maior e mais respeitado festival do mundo, Cannes, foram bem atribuídos, claro, não vi nenhum dos filmes da mostra, mas tinha meus favoritos aos prêmios, diretores de longas datas e obras. O festival esse ano foi marcado por filmes que retratavam a sociedade em degradação, sobretudo atréves do olhar juvenil da adolescência, ao qual foi um dos grandes temas por grande parte dos filmes exibidos. Como em We Need to Talk About Kevin, da diretora Lynne Ramsay. O filme, baseado no livro de mesmo nome, retrata um casal lidando com os traumas e problemas de seu filho, o longa ganhou Menção especial pela qualidade da montagem e da banda sonora. Outro que caiu no mesmo tema foi Restless, do Gus Van Sant, que já tem certa tendência a essa abordagem em filmes anteriores, como em Elefante e Paranoid Park, mas Restless vai infelizmente para o candidato a cult-indie-cool-amelie-movie. Gus Van Sant que havia se mostrado tão preciso e eficiente em retratar essa faixa etária se entregou a banalização, se assemelhando ao filme 500 Dias com Ela, que já deu no saco com seu estilinho a lá ''coolzão" europeu. Assim, Gus Van Sant decai e rejeita o realismo de seu "palmarizado" filme Elefante, uma pena. Seguindo o mesmo fio temático temos os filmes dos irmãos Dardennes, O Menino da Bicicleta, e o australiano Snowtwon do diretor Justin Kurzel, que perturbou toda a sala em sua exibição na mostra paralela da Semana da Crítica, por seu realismo e imagens fortes, tanto pela a violência quanto pelas cenas de sexo. O Menino da Bicicleta dos Dardennes foi visto como um filme sentimentalista e simples, faturando o prêmio Grand Prix ex-aequo (Grande Prêmio) que foi dividido também entre o filme Era Uma Vez na Anatólia, do diretor turco Bilge Ceylan, que foi muito elogiado pela a crítica. O longa acompanha um grupo de homens da justiça turca que submetem a dois suspeitos algemados de assassinato a mostrarem onde enterraram o cadáver de sua vítima.
O Júri e
sse ano foi composto pelos atores e diretores, Uma Thurman, Jude Law, Olivier Assayas e Johnnie To, e foi presidido pelo olhar do veterano e excepcional ator Robert De Niro, que já participou 8 vezes do festival com suas atuações em filmes como Taxi Driver e A Missão, ambos vencedores da Palma de Ouro em 1976 e 1986. Robert De Niro começou seu discurso dizendo que foi uma escolha difícil e que tentaram fazer o melhor possível, frase bem típica de todos os anos. O júri escolheu como grande vencedor da Palma de Ouro o filme A Árvore Da Vida, do diretor norte-americano Terrence Malick. Malick surpreendeu a todos e gerou divisão entre o público e a crítica faminta de Cannes, muitos vaiaram e outros muitos aplaudiram ao fim da sessão. Algumas notas na internet defenderam o filme como um misto do lirismo de 2001 - Uma Odisséia no Espaço com o universo fantástico da animação da Disney Fantasia, ao qual foi a principal referência do diretor brasileiro Marco Dutra (Trabalhar Cansa e Um Ramo) ao ver o filme. Malick é um diretor de poucos filmes, de 1973 à 2011 fez somente cinco obras, como o elogiado Terra de Ninguém e o guerreristico Além da Linha Vermelha. A Árvore da Vida e seu estouro sonoro e sensorial estreará nos cinemas nacionais dia 24 de junho, exatamente daqui a cinco semanas.
E para não deixar de falar do sempre bem-vindo e polêmico Lars Von Trier... A sensação de Cannes, o furo da fofoca, a frase marcante, o cara que fala merda, e a nova frase que já entrou no meu vocabulário, "persona non grata". Todas essas palavras foram exibidas em vários sites e jornais à figura de Lars Von Trier, que em Cannes concorreu com Melancolia. Seu humor sádico foi uma das efervescências de Cannes esse ano, acho que até a maior, seu nazismo foi usado como marketing barato para sua nova obra, que em menos de um dia estava falada a cada canto, até mesmo pessoas não muito ligadas ao cinema vieram me perguntar: "Nossa! Você viu aquele cara que é nazista em Cannes?", bem espertinho o Sr. Trier. Em 2009, quando estava concorrendo com o também polêmico Anticristo, Lars Von Trier soltou outra frase de efeito, "Eu sou o melhor diretor do mundo!", esse ano ele resolveu se aperfeiçoar na sua arte e foi mais a fundo, com o nazismo e hitler. Se ele é o melhor diretor do mundo? Ainda tenho minhas dúvidas sobre isso, mas estou me convencendo cada vez mais dessa frase. Melancolia saiu do festival com o prêmio de Melhor Atriz para Kirsten Dunst, que já havia sido vaiada em Cannes pelo filme Maria Antonieta de Sofia Copolla. Fiquei meio cabreiro com a escolha de Dunst para o papel. Lars Von Trier é barra pesada e gosta de pegar atrizes do grande escalão hollywoodiano para suas produções, como Nicole Kidman em Dogville, a rumores de que foi Paul Thomas Anderson (Sangue Negro e Boogie Nights) que indicou a atriz para o diretor, papel que antes seria de Penélope Cruz. Mesmo todos achando que Melancolia não iria ganhar nada, ainda assim recebeu o prêmio que já é intimo e quase "parente" do diretor, Dançando no Escuro e Anticristo são exemplos deste fato, com seus prêmios de Melhor Atriz para as cantoras Bjork e Charlotte Gainsbourg, que já atuou em variados filmes, como em 21 gramas. Dunst ainda afirmou depois da premiação que vai ser a protagonista do próximo projeto de Lars, A Ninfomaníaca, ao lado de Charlotte Gainsbourg. O filme promete ser um misto de drama com pornô hadrcore, ao fim da entrevista ela disse: ''dane-se o diálogo! A gente quer saber é de sexo desconfortável!'' Será? Espero que sim!
Já o pr
êmio de melhor ator foi para Jean Dujardin, com o filme L'Artiste (O Artista) do diretor francês Michel Hazanavicius. O filme caminha pelo o cinema mudo dos anos 20, não só pela temática, mas como também em relação a parte estética desse cinema misterioso e encantador. L'Artiste respeita de forma rigorosa o seu argumento, com diálogos por meio de cartões e cores em tons de cinza, o clássico black and white. Michel Hazanavicius já havia feito dois filmes, Agente 117 e OSS 117: Rio ne répond plus, ambos uma paródia dos agentes secretos do cinema norte-americano, inclusive, o segundo se passa no Brasil, como já é citado no título, Jean Dujardin é também o protagonista em ambos. Hazanavicius, em L'Artiste, continua com seu tom humor paródico, só que desta vez mais leve e sentimental. Assim, o filme foi de certa forma um descarrego para os espectadores e realizadores que já estavam turbilhados por mensagens pessimistas sobre a sociedade. Hazanavicius é um diretor que mesmo sendo pouco conhecido e com poucas obras já se pode notar certos apegos estilísticos e temáticos, que no caso, em seu três longas, foi o cinema norte-americano de décadas anteriores, uma nostalgia que conforta. É interessante mencionar que o filme entrou de última hora na mostra competitiva oficial.
Um dos filmes que mais aguardo do festival é A Pele que Habito, do Almodóvar. O filme que é uma experiência a parte em relação aos trabalhos do diretor não foi recebido com muitos elogios ou atenção pelo o público e júri, sendo mais respeitado e admirado pelo o júri jovem do festival, recebendo o Prêmio da Juventude, este júri é composto por estudantes de cinema em sua maioria com 18 a 25 anos. Outro que caiu no gosto tanto do público jovem do festival como também dos críticos foi o filme Drive, de Nicolas Winding Refn. Drive é um se apega a grandes perseguições de carro, como em Vanishing Point. O filme acompanha um dublê de Hollywood Land e seu envolvimento com o crime organizado. Alguma semelhança com A Prova de Morte do Tarantino? Nicolas Winding Refn é dono de um cinema para "macho", seus filmes abordam sempre algo com força física, como em seu filme Bronson, ou violência urbana, como na trilogia Pusher. O longa saiu com um dos prêmios mais importantes da noite, o de Melhor Diretor. Já o filme Polisse da bela atriz e agora diretora Maïwenn Le Besco, recebeu o Prêmio do Júri. Maïwenn Le Besco é uma atriz francesa que já atuou em O Quinto Elemento no papel da ET azul que canta ópera ( uma cena memorável), e também no ótimo horror de Alexandre Aja, Alta Tensão. Em Polisse, ao qual também atua, ela procurou analisar o trabalho da polícia parisiense e seu relacionamento com os caos de pedofilia e maus tratos contra crianças.
A Most
ra competitiva Um Certo Olhar foi presidido pelo cineasta sérvio Emir Kusturica, que já ganhou duas Palmas de Ouro. O Prémio Um Certo Olhar esse ano foi dividido por dois filmes, algo que está se tornando constante no festival, o longa intimista Arirang de Kim Ki-Duk, e Stopped on Track de Andreas Dresen. Em Arirang o próprio diretor Kim Ki-Duk se filmou, em uma espécie de auto-documentário, já Stopped on Track é um filme sobre um homem que está prestes a morrer pelo seu grave câncer. O filme nacional Trabalhar Cansa, da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, não levou nenhum prêmio, os "parceiros" já realizaram um curta premiado em Cannes, Um Ramo (crítica aqui). Esse ano o Brasil entrou na competição com quatro filmes, Trabalhar Cansa na mostra Um Certo Olhar, Abismo Prateado (Karim Aïnouz) na Quinzena dos Realizadores, Permanências na Semana da Crítica e Duelo Antes da Noite de Alice Furtado na mostra Cinefondation de curtas universitários.Só uma coisa, cadê os prêmios do Takashi Miike? Esqueceram dele... Como sempre.
Agradeço aos blogs do diretor Kleber Mendonça, o CinemaScópio, e do crítico Luiz Carlos Merten (link aqui), por me oferecerem esses Contatos Quase Imediatos de 64º grau com o Festival.
COMPETIÇÃO OFICIAL
PALMA DE OURO - A Árvore da Vida, de Terrence Malick
GRANDE PRÊMIO - O Garoto de Bicicleta, dos Dardenne & Era Uma Vez na Anatólia, de Nuri Ceylan
MELHOR DIREÇÃO - Drive, de Nicolas Refn
PRÊMIO DO JÚRI - Poliss, de Maïwenn le Besco
MELHOR ATOR - Jean Dujardin, por L'Artiste
MELHOR ATRIZ - Kirsten Dunst, por Melancolia
MELHOR ROTEIRO - Hearat Shulayim, de Joseph Cedar
CÂMERA DE OURO - Las Acacias, de Pablo Giorgelli
19 de maio de 2011
As Mulheres de Lars Von Trier...
Falsa nas pernas, falsa nas coxas.
Falsa nos peitos, dentes, cabelos e olhos.
Abrece-me! Abrece-me!"
A APAI.XON.ADA - Bess McNeill (Emily Watson) em Ondas Do Destino (1996)
A IDIOTA - Karen (Bodil Jørgensen) em Os Idiotas (1998)
A CEGA - Selma Jezkova (Bjork) em Dançando no Escuro (2000)
A GANGSTER - Grace Mulligan (Nicole Kidman) em Dogville (2003)
A ABOLICIONISTA - Grace Mulligan (Bryce Dallas Howard) em Manderlay (2005)
A FEMINICIDA - Ela (Charlotte Gainsbourg) em Anticristo (2009)
A NOIVA (?) - Justine (Kirsten Dunst) em Melancolia (2011)22 de abril de 2011
Grandes Diretores de Cinema: Jean-Luc Godard

Por: Lucas Sá
Na última parte do livro está Jean-Luc Godard, diretor de O Desprezo, Alphaville e O Demônio das Onze Horas. Tendo essa escolha, dele finalizando o livro, uma forma de preservação e respeito por seus feitos, ou até mesmo por ele ter sido um grande influenciador dos demais diretores dos capítulos anteriores. Godard começou a ser reconhecido por seus textos na importante revista Cahiers du Cinéma, juntamente com François Truffaut, André Bazin, Claude Chabrol e Éric Rohmer. Revista que disseminou os ideários modernistas da escola cinematográfica mais conhecida e respeitada até então, a Nouvelle Vague.
Godard que foi um dos precursores desta escola, que tinha por si uma áurea jovem, realizou em uma das cenas de seu primeiro e mais importante filme, Acossado, uma crítica que resume exemplarmente essa postura clássica e conservadora de outros realizadores do meio perante o novo cinema que surgia na França no início dos anos 60.
O protagonista fora da lei de Acossado, Michel Poiccard, vai atravessar a rua de uma esquina lendo seu jornal, quando uma jovem segurando exemplares da revista Cahiers du Cinéma (símbolo máximo da Nouvelle Vague) lhe questiona:
- Perdão senhor, tem algo contra a juventude?
Ele responde com um tom acusador:
- Tenho! Prefiro as pessoas velhas.
Martin Scorsese, no documentário The Cutting Edge: The Magic of Movie Editing, sobre a história da montagem no cinema, afirma que Acossado, desde o seu lançamento ainda é um filme muito "moderno" para ele. Esse é o espírito de Godard, o de questionar e usar o cinema como forma de experimentação suprema da arte, o cinema sendo um espelho quebrado do próprio cinema, sua deformação.
O que pretendo nesta postagem, e que em breve teremos outras do mesmo livro, com outros diretores, é destacar idéias validas que os diretores durante as entrevistas disseminaram. Começo esse ciclo pelo fim, com Godard, que no caso é o último do livro. Ao qual, em uma introdução sobre Godard, Laurent Tirard diz que: "Inicialmente prevista para durar apenas uma hora, a conversa acabou durando três horas, tamanho era o prazer de Godard em falar (e o nosso em escutá-lo), e devo reconhecer que até hoje jamais encontrei nenhuma outra pessoa que se aproximasse tanto da idéia que eu tinha de um gênio." Bom, então vamos aos trechos ricos do Sr. Godard, que por incrível que pareça não foram tão rebuscados, como muitos de seus filmes são.
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8 de abril de 2011
Trailer do novo filme do Lars Von Trier, MELANCHOLIA
O polêmico e insuperável diretor, Lars Von Trier, lançou pelo Vimeo.com - site que vem sendo utilizado cada vez mais por profissionais da área audiovisual para lançamentos de vídeo em alta resolução - o trailer do seu novo filme, Melancholia.Dentre a única descrição do vídeo no site de divulgação, está a simples e singela frase: "Um lindo filme sobre o fim do mundo". Bom, só não podemos esquecer que estamos falando de LARS VON TRIER, em letra garrafais, ou seja, este "lindo" desta linda frase não é nada mais que um sarcasmo escroto de Trier para com os enojados ou céticos que apedrejaram o seu bizarro/lindo trabalho anterior, Anticristo. Sendo que também pode servir de contraste entre as ações que a frase provoca, Lindo Vs. Fim do Mundo... Enfim, bem típico do diretor essas provocações subliminares.
do que o [meu filme] anterior." - Lars Von Trier
A primeira impressão que persiste durante a exibição do trailer é a de que Trier se apoderou do estilo característico de Anticristo. A estética do digital está presente em grande parte de sua filmografia, como em Dogville e Dançando no Escuro, mas o que diferencia Melancholia e Anticristo dos demais, é que estes são filmados com uma "qualidade" digital superior, fato que o afasta ainda mais, para variar, de seu idolatrado manifesto, Dogma 95. A granulação típica do digital é superado por novas filmadoras de mesma categoria, isto consequentemente fez com que Trier abusasse de forma mais experimental essas câmeras do "fim do mundo", sendo um dos poucos diretores, ao lado de Godard e Peter Greenaway, a assumirem essa tecnologia como predominante na nova forma de "fazer" cinema.

Como disse, a estética se assemelha ao seu filme anterior, mas não só na mídia utilizada na gravação como também na interseção de momentos de maior apelo visual ou sentimental que no trailer são acompanhadas por um artifício que o diretor vem usando com bastante frequência, o "Slow Motion". Sendo que essas cenas somadas a este artifício fazem parte de uma das mais belas sequências filmadas pelo diretor, o prólogo sexual/sentimental de Anticristo.
30 de agosto de 2010
Cinema - 10 Melhores Posters de Filmes
Eu sou um amante dos posters, acho uma peça fundamental na construção narrativa e psíquica do filme. É com ele que o espectador tem o primeiro contato com a obra antes de vê-la, e se esse encontro for bem sucedido, o cinema ganha mais um ingresso faceiro.
Enfim... Essa é minha seleção dos 10 melhores cartazes até o momento:


6 de julho de 2010
Cinema - Europa (1991)
"Europa" é o terceiro filme do diretor dinamarquês Lars Von Trier, foi com ele que seu nome praticamente se instalou como parasita na língua dos cinéfilos. O filme ganhou o prêmio do Júri no festival de Cannes e Melhor filme no Festival de Sitges.
Ao contrário de seus futuros filmes que implementavam total desapego às técnicas de filmagem e efeitos este é o que mais se utiliza das mesmas.O jovem americano Leopold Kessler vai para a Alemenha no ano de 1945, logo no fim da II guerra, lá ele reencontra o seu tio e passa a trabalha na empresa de trens Zentropa. Nesse meio ele passa a vivenciar em uma Alemanha destruída e ainda com resistências nazistas, como os grupos terroristas chamados de "Lobisomens" com quem ele acaba se envolvendo inconscientemente.
O telespectador é convidado a adentrar no mundo da "Europa" pós II guerra. Logo no início da película um narrador nos conduz por trilhos de trens em movimento em uma contagem de 1 a 10 em uma tentativa de nos hipnotizar com suas palavras. Isso ocorre em vá
Os detalhes de cena do filme são de impressionar. Essa característica foi sendo deixada de lado por Lars Von Trier criando assim o movimento Dogma 95, onde os realizadores adeptos não poderiam usar iluminação artificial, câmera conduzida por equipamentos, entre outras regras. Os seus filmes "Os idiotas" e "Dançando no escuro" são introduzidos nas regras do Dogma 95, que em suas primeiras cenas já podemos perceber as diferenças na utilização de equipamentos para deixar o filme "Bonito" aos olhos.
"Europa" foi relançado recentemente pela produtora de dvds Platina Filmes, agradeço por terem lançado esse ótimo filme depois de tantos anos...
A luz do dia é um ser humano"















