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10 de abril de 2012
14 de novembro de 2010
Cinema - Psicopata Americano
O filme é de 2000, baseado no livro de Bret Easton Ellis, dirigido pela competente Mary Horron (The Notorious Bettie Page), e protagonizado por Christian Bale, no papel de Patrick Bateman ( será que isso é algum trocadilho com o mais famoso papel de Bale, o atual Batman? ). Patrick Bateman é um executivo bem sucedido da Wall Street... Bonito, elegante, rico e frequentador dos melhores restaurantes de Nova York. Tem a vida no melhor estilo "American way of life", mas carrega consigo um instinto assassino mascarado.
Esse capitalismo perfeito do protagonista, faz com que apareça um espaço, algo que ele não tem, que não é permitido...Talvez com dinheiro sim. O instinto assassino de Patrick se revela como uma forma de se opor ao seu estilo de vida, criando uma dupla personalidade que ele mantêm sem ser descoberto.
Nesse aspecto, o filme deixa de ser apenas um longa de horror, se enquadrando em uma crítica social em relação a essa sociedade consumidora gananciosa. Mas ele não leva essa crítica e análise de forma séria ou conceitual, revelando um tom de humor negro e sarcasmo que reina no longa. Logo, "Psicopata Americano", pode ser chamado de: uma crítica social bem humorada e sensual sobre o capitalismo exacerbado na construção de uma mente assassina.Uma cena que pode resumir bem isso, inclusive uma das melhores, é a raiva que Patrick sente pelos seus companheiros de trabalho ao mostrarem seus novos cartões empresariais. Cor de marfim ou casca de ovo, alto-relevo e slogan no cartão, pode ser um simples motivo para Patrick Bateman matar! Outra cena reveladora é a dos créditos iniciais, onde podemos ver um líquido vermelho sobre uma superfície branca que se parece com sangue, mas que na verdade é o molho em um prato de porcelana de uma refeição em um restaurante caro em que Bateman e seus amigos estão jantando. Esses restaurantes são constantes no roteiro, algo que faz parte da vida social do protagonista, é o local onde ele tem uma melhor interação social, mesmo está sendo rasa como um prato de porcelana. As intenções d
e Beteman são claras, ele expõe exatamente seus desejos reais com seus diálogos, como o uso de: "eu corto sua cabeça" ou "eu mato você" em conversas casuais. Mas sua aparência e seus status fazem com essas intenções assassinas sejam bloqueadas pelos seus amigos de trabalho, sendo na visão deles apenas mais uma brincadeira do bom e velho amigão empresário de terno Armani.A "violência" é explícita, e usada de uma forma criativa pela diretora Mary Horron. Sem dúvidas uma das melhores delas é a cena da moto-serra voadora, no alto de uma escada. A relação dessa cena pode ser vista em um dos filmes que Patrick está vendo enquanto faz abdominais com seus fones de ouvido. O filme em questão é, "O Massacre da Serra Elétrica", a versão de 1974. Além disso, as pré-matanças são sempre acompanhadas de relatos sobre o perfil e a trajetória musical dos cantores favoritos do protagonista, como: Whitney Houston, Huey Lewis and the News e Phil Collins. Essas interações intensificam esse humor discreto e persistente de "Psicopata Americano".
7 de novembro de 2010
Roadie Crew #141 faz entrevista com Rob Zombie
Na edição #141 a Roadie Crew fez uma entrevista com Rob Zombie. Nela ele falou de música e principalmente filmes! Dê uma conferida abaixo! Enjoy!
R.C.: Como está sendo fazer um turnê com Alice Cooper, um de seus ídolos, para promover o seu mais recente trabalho na área musical, o CD Hellbilly Deluxe 2?
Rob Zombie: Para mim é uma satisfação total. Eu conheço Alice há uns 15 anos, mas adoro seu trabalho desde que era criança. Poucas coisas ainda me emocionam de verdade, mas encontrar e trabalhar com os amigos que foram a razão por eu me apaixonar por algo são algumas delas. Foi a mesma coisa quando Malcolm McDowell, que hoje é meu amigo, com quem eu falo no telefone e com quem eu fico batendo papo quando nos encontramos. E além de tudo nós ainda trabalhamos juntos! Durante algum tempo ele era para mim apenas a imagem na tela que eu admirava. O mesmo acontece com Alice. Por muito tempo, ele era apenas aquele sujeito na capa do disco e que eu imaginava que era o cara mais incrível que existia na Terra. Então são esses momentos que fazem você dar valor a tudo.
R.C.: Já que citou o ator Malcolm McDowell("Laranja Mecânica"), ele participa como convidado especial no seriado "CSI: Miami", que você dirigiu. Como você se envolveu nesse projeto?
Rob: Há uns 5 anos, um sujeito que trabalhou como assistente de direção de "House of 1.000 Corpses" e "Devils Rejects"(N.T.: Filmes escritos e dirigidos por Zombie, de 2003 e 2005, respectivamente) foi contratado para trabalhar em "CSI: Miami". Hoje ele é um dos produtores do seriado e foi a partir dele que entrei lá. Todo ano eles entravam em contato comigo para saber se eu poderia dirigir um epidódio, mas nunca dava certo, ou eu estava em turnê ou dirigindo algum filme meu. Só que esse ano não aconteceu esse conflito.
R.C.: Você fica mais feliz cantando num palco ou dirigindo atrás de uma câmera?
Rob: Adoro as duas coisas da mesma forma. Quando estou trabalhando em um filme, estou atrás da cãmera criando toda uma nova realidade. Cantar num palco é totalmente diferente. Esses são os dois lados da minha personalidade, eu imagino. Um deles tem que ser grande, exagerado e barulhento, é quando você sente que precisa explodir aquela arena. O outro lado é aquele que me deixa oito meses trancado numa sala de edição junto com um assistente. Depois de fazer uma dessas coisas sempre sinto necessidade de fazer a outra. Depois de lançar um filme, eu preciso de todas as maneiras sair em turnê com a minha banda. E depois de ficar alguns meses na estrada, tudo o que eu mais quero é fazer um filme. Então, as duas coisas acabam se equilibrando.
R.C.: Mas o que o levou a começar já como diretor?
Rob: Era algo que eu sempre quis fazer, desde que era garoto. Fazer filmes era algo meio que inatingível, nem sabia por onde começar. Quando fiquei um pouco mais velho, ganhei uma câmera Super8, mas fazer filmes no fundo de casa parecia algo um pouco distante de estar em Hollywood. Música e cinema sempre foram as duas maiores paixões da minha vida. Só que a música é algo muito mais fácil de fazer. Você pode a qualquer momento juntar uns amigos e começar uma banda. Pelo enos, era assim naquele tempo. Hoje você pode ter um programa de edição de vídeo no seu computador, uma câmera e colocar o que quiser no Youtube. Então não é algo tão inatingível como era a trinta anos. No fim, meu caminho de entrada para os filmes foi através de vídeos musicais. Comecei fazendo os da minha banda e para alguns amigos. fiz um para Ozzy Osbourne(N.T.: para Dreamer, do álbum Down to Earth), mais gente veio me procurar para fazer clipes e isso acabou sendo uma grande escola.
R.C.: Você falou sobre revezar entre fazer turnês e dirigir filmes. Quando encerra uma turnê de divulgação do álbum, você já sabe qual vai ser seu próximo projeto? Ouvi dizer que você estava pensando em fazer uma nova versão para "The Blob"
Rob: Não há nada definido. No momento, estou concentrado na turnê, mas há alguns filmes que já tenho em mente para meu próximo projeto. "The Blob" é um deles. Eu nunca sei qual vai ser o próximo. Na verdade, funciona assim: o primeiro filme que consegue um orçamento é o que vai ser feito. Essa é a realidade com a qual eu tenho que lidar e por isso mesmo ainda não sei qual vai ser o próximo.
R.C.: Seus filmes tem muito sangue e vísceras. Há algum filme que faça você se sentir nauseado?
Rob: Só houve um filme em muito tempo que realmente me incomodou. Ele se chama "The Irreversible" (N.T.: filme francês com Mônica Belluci no papel principal; no Brasil esteve em cartaz com o nome "Irreversível"). Acontece que nele a violência e tudo mais acontecem de forma intensa e muito realista. Eu sabia que nada daquilo era verdadeiro, mas mesmo assim não consegui me sentir confortável assistindo-o.
R.C.: Todos os seus filmes foram classificados como "não recomendados para menores de 18 anos". Você teve algum problema com os sensores na hora de fazer o seriado "CSI: Miami"?
Rob: Não. Provavelmente, não conseguiria aprovação para tudo o que pensei em fazer, mas não assinei o roteiro. E o roteiro delimita isso tudo. Mas mesmo assim aconteceram uns probleminhas. Por exemplo, tinha um cena em que eu ia dirigir Michael Madsen ("Kill Bill", "Cães de Aluguel" e "Sin City"). Ele perguntou se haveria algum problema se ele aparecesse fumando nela. Eu disse que não sabia e perguntei a um dos produtores. E ele me disse um enorme 'não'. A CBS tem uma política rigorosa. Por exemplo, se alguém tivesse que ser esfaqueado em cena, eu teria que perguntar a um dos produtores o quanto de sangue falso deveria usar. São pequenos detalhes com os quais não estamos acostumados a lidar no nosso dia a dia e que lá poderiam fazer toda a diferença.
R.C.: Em sua opinião, há algum filme que seja tão maravilhoso que ninguém deveria se atrever a fazer uma versão dele?
Rob: Sendo totalmente franco, não acredito que haja um filme assim. É só ver os filmes que receberam 'remakes'. Se ninguém tivesse feito uma nova versão de "Nosferatu" hoje não teríamos "Dracula". Se a Hammer(produtora de filmes) não tivesse produzido versões de vários filmes, não teríamos atores como Christopher Lee e Peter Cushing trabalhando neles. Mas isso não tira o valor do filme original. Como "Laranja Mecânica"(1971), por exemplo. Esse é o meu filme favorito de todos os tempos. E eu deveria achar que, por isso mesmo, ninguém deveria se atrever a fazer uma nova versão dele. Mas o filme é bem diferente do livro( de 1962) e talvez fosse uma boa idéia alguém fazer uma versão mais fiel a ele. Mas o fato é o seguinte: não importa o quão genial seja a versão, você nunca vai conseguir substituir o original. É o original que traz a essência da história. Até já fui mais purista a esse respeito, mas hoje não dou mais tanta importância. Se a versão é boa, ótimo; se não for, vamos esquecê-la.
21 de setembro de 2010
Cinema - BUG ( Possuídos )
William Friedkin que impressionou e assustou a todos na década de 70 com os efeitos de " O Exorcista", volta depois de vários fracassos a fazer o que considero o seu melhor filme, passando até mesmo por cima de seu maior sucesso já mencionado. Bug é um filme simples, com cenário simples ( o filme se passa praticamente em um quarto de hotel de beira de estrada ), mas que consegue provocar o espectador de forma irreversível. E o sucesso dessa característica se apoia principalmente na direção precisa de William e nas atuações realistas do casal "inseto" formado por Ashley Judd e Michael Shannon.
A personagem Agnes ( Ashley Judd ) é uma mulher depressiva que sofreu vários traumas no passado, essa introdução pode ser percebida logo na primeira cena em que Judd aparece na tela, o seu rosto está totalmente desfigurado e a " beleza " da atriz é escondida reforçando a ideia de uma mulher em d
egradação. Sua amiga traz Peter ( Michael Shannon ) para lhe fazer companhia, eles começam a converçar e acabam se envolvendo emocionalmente e sexualmente. Peter representa a forma masculina que Agnes desejava esquecer devido seus traumas, mas a aparente inocência e esquisitices de Peter faz com que ela resolva dar uma chance a esse homem que se diz " não se interessar por mulheres e nem homens " , tornando essa escolha o seu maior erro ou sua maior virtude de sua vida. Por um lado ela acaba virando um ventríloco nas mãos de Peter que influência em suas atitudes fazendo com que ela acredite que seus corpos estão infestados por insetos implantados por cientistas do exército e que precisam imediatamente tira-los de seus corpos, por outro lado essa pode ser a experiência de vida mais significativa de Agnes, por isso ela se joga totalmente nesse jogo psicológico de Peter, buscando assim um sentido para sua vida miserável.O Roteiro e a direção não nos dão resposta claras sobre o ocorrido, mas nos direciona a vários possibilidades do que poderá ter acontecido para que Peter sofra essas pertubações, além disso não sabemos se é uma psicose esquizofrênica ou se é algo real essa manifestaçã
o de insetos. O filme se encarrega de mostrar somente os fatos, não se preoucupando em relação a verdade absoluta. Essa vertente acaba ajudando no desenvolvimento do filme, pois o espectador passa a adentrar de forma mais ativa nesse mundo proposto, assim a passividade da lugar a inquetude, numa busca de detalhes e falas do enredo que esclareçam nossas dúvidas como observadores.O filme além de ser uma obra de horror físico e mental se destaca também pelo seu poder político. Isso se deve pelo fato de Peter alegar que era um soldado e que o próprio exército lhe fazia de cobaia para experiências pessoais, mas o caráter político pode ser observado também de forma menos clara contudo mais forte na relação entre Peter e Agnes onde ele controla suas ações e atitudes de tal forma que ele faz que ela acredite que insetos devoradores estão instalados em seus corpos da mesma forma que os governos e as potências superiores nos fazem acreditar que a Amazônia é um bem universal de todas as nações!
A montagem do filme
evita cortes rápidos e acelerados nos focando mais na atução dos atores do que em cenas estilísticas. A trilha do filme é quase abandona por total, evitando incorporar truques dramáticos como sons de suspense ou de tensão de fundo, o que proporciona uma melhor semelhança com o real, sendo que esse " real " é quebrado em algumas cenas com a implementação de sons de helicópteros.Esse é sem dúvida o filme mais experimental e ousado de William Friedkin, sendo premiado na mostra paralela " Quinzena dos Realizadores " em Cannes. O filme no Brasil foi distribuido pela Califórnia Filmes e lançado em DVD pela mesma sem nenhum extra em especial.
30 de agosto de 2010
Cinema - 10 Melhores Posters de Filmes
Eu sou um amante dos posters, acho uma peça fundamental na construção narrativa e psíquica do filme. É com ele que o espectador tem o primeiro contato com a obra antes de vê-la, e se esse encontro for bem sucedido, o cinema ganha mais um ingresso faceiro.
Enfim... Essa é minha seleção dos 10 melhores cartazes até o momento:


28 de agosto de 2010
Curta - Verbena e Limão

O curta conta com várias referências... como Gaspar Noé e Michelangelo Antonioni. Enfim, cabe a vocês analisá-lo, porque eu fazer uma crítica do meu próprio curta é meio " Freak ".
Please Enjoy...
25 de agosto de 2010
Cinema - Rejeitados pelo Diabo

O filme anterior de Zombie foi "A Casa dos 1000 corpos", não é um filme ruim mas também não é bom, fica entre o meio termo, sendo que nele já se observa o estilo de filmagem de Zombie. A filamagem é bem crua sem muito cuidado estético, o que nos remete aos filmes trash dos anos 70/80, os personagens e as situações foram sem dúvida influênciadas pelo "Massacre da Serra Elétrica", voltando aos personagens, encontramos Otis (estuprador, assassino), Baby (assassina), o irmão deformado (assassino), o palhaço Captain Spaulding (assassino) e a Mamãe Firefly (assassina) , ainda tem a participação de Danny Trejo ( o idolatrado, Machete ). Todos da família Farefly voltam em "Rejeitados pelo Diabo", de certa forma muito melhores e mais maduros do que no filme anterior...

Os membros da família que se tornam os "protagonistas" são Baby, Otis e o Captain Spaulding. Otis está mais maduro e focado na matança utilizando um visual "metaleiro decadente sujo de areia do texas". Captain Spaulding ainda se veste de palhaço, mas sendo um coroa trambiqueiro que conhece toda a máfia. E Baby interpretada por Sheri Moon Zombie ( casada com Rob Zombie ) é um dos pontos altos do filme! Sendo uma vadia vingativa que esconde atrás dos seus cachos dourados uma puta descontrolada com uma faca na bota de couro de phyton. Shari Moon da ao personagem um tom cômico e ao mesmo tempo realista. Ela está em todos os filmes de Zombie, desde "A Casa dos 1000 Corpos" até " The Haunted World of El Superbeasto " (animação desenhada e escrita por ele) . As suas invenções se tornaram mais reais e mais humanas do que no seu primeiro filme, onde tudo parecia caricato, talvez este tenha sido o "problema" de " A Casa dos 1000 Corpos " .
O cenário da casa velha, posto de gasolina e túneis subterrâneos tirados dos filmes trash é substituído pela areia quente do Texas, motéis de beira de estrada e por prostíbulos decadentes. Rob Zombie tenta ajustar o filme em uma espécie de Road Movie que envolve uma perseguição policial devido rastros de tortura e matança deixados pela família Firefly. O fator ''sobrenatural" presente no filme anterior é esquecido e assim ele fortalece o que já havia comentado sobre o relealismo desejado.
E é com a cena final do filme que percebemos o quanto estamos ligados emocionalmente com Otis, Baby e Captain Spaulding, pois nós sentimos pena por eles. Rob Zombie inverte o os sentimentos do espectador, de início temos repulsa a eles, mas com o decorrer da fita nos indentificamos com a fuga e a luta pela sobrevivência, e no fim nos resta aceitarmos a tragédia.
look at the these! " - Baby Farefly
8 de julho de 2010
Cinema - Martyrs (2008)
mento e no psicilógico. Algo que consiga atingir isso já pode ser considerado plausível, afinal esse é o objetivo da arte.Não quero entrar em detalhes sobre o roteiro (que é muito bom), estou escrevendo sobre o filme como uma dica e não como crítica ou análise.
Martyrs é um filme francês de 2008 do diretor Pascal Laugier (ele dirigiu o filme "House of Voices" aqui lançado em DVD com o nome de "A Profecia dos anjos" ) Ele dirige e escreve o filme de forma que nos conduz a um filme dividido em etapas, e em cada etapa nos transmite um "sentimento" diferente. A cada momento evolui como uma forma de metamorfos
As imagens são tão poderosas que conseguimos encontrar a beleza na feiura, e de certa forma isso acaba emocionando (e muito) a quem vê. O filme ainda conta com a ajuda do diretor Karim Hussain (diretor de "Subconscious Cruelty") , logo já se percebe o grau de violência e experimentação que o filme tem. O que mais me deixou feliz no filme foi o cuidado de fazer com que se sinta o personagem, não de forma passiva como na maioria das películas de terror mas sim de forma emocional/real e até pessoal. No final das contas o filme trata sobre a crise existencial com relação a morte, e os olhos...
Quando o filme acabou eu imediatamente pensei : " Esse era um filme que o Richard Kelly gostaria de ter feito, e eu também ''.
5 de julho de 2010
Cinema - O Homem de Palha
O Homem de Palha ao meu ver é um dos melhores filmes já feitos desde o início da invenção do cinematógrafo. O filme é uma mixagem de Horror, Romantismo, Erotismo e Musical! (isso MUSICAL! ) que funciona do princípio ao fim.
Agora eu vou contar a minha historinha com o filme. Como de costume, quase todo santo dia eu ia na locadora de minha amiga (Thays Andrade) comprar filmes, eles vendiam filmes originais por 5 ou 3 reais (impressionante né ?) Eu sempre ficava de lá pra cá olhando os dvds nas prateleiras para escolher um para eu comprar. O dinheiro era (e continua sendo) sempre sofrido para conseguir comprar esses filmes, eu saía vasculhando a casa inteira juntando moedas de 10, 25, 50 centavos até conseguir pelo menos uns 3 reais. Enfim, nesse dia eu não estava só, eu estava com...minha mãe! "A Senhora do Dinheiro" então eu podia escolher não apenas um filme, mas dois filmes!
Desde sempre eu olhava o dvd de "O Homem de Palha" e nunca me agradava, a capa da edição brasileira era tão trash que eu ficava com medo de comprar e me arrepender, mas como eu tinha um bônus de dois dvds nesse dia eu resolvi dar uma chance ao filme, e para quebrar minha cara de novo eu acabei vendo o meu filme favorito até o momento, assim como eu fiz com o "Thriller - Um Filme Cruel". Vejam esse filme!
Um detetive ex-padre vai até uma aldeia isolada para investigar o desaparecimento de uma garota local, lá ele descobre muito mais do que deveria saber e acaba se deparando com as loucuras e crenças desse povo, que vai desde sua educação escolar até rituais com relação a cultura Grega.
O filme de início não nos revela nada de surpreendente. Começa de forma honesta nos guiando de forma padronizada, mas o roteiro se transforma logo quando entra em um bar. Lá tem vários nativos que começam a cantar e a provocar por meio de palavras o detetive, é também onde somos apresentados à bela filha do proprietário do bar (interpretada pela Ingrid Pitt, uma das musas da produtora Hammer). Logo em seguida ela protagoniza a cena mais bonita e interessante do filme, onde ela dança e canta nua ao lado do quarto que divide ela do detive (padre), numa tentativa de seduzir o visitante virgem. A música cantada por ela é a incrível '' Willow's Song ''.
O filme nasceu da insatisfação do diretor Robin Hardy com os filmes da produtora Hammer que no início faziam bons filmes (vários clássicos do terror) mas que com o passar dos anos foi se fixando na mesmice. Ele resolve então inovar o gênero com seu filme de estréia, deixando de lado o teatro e se dedicando totalmente ao cinema, criando assim uma das obras inglesas mais importantes dos anos 70. E ele já está dirigindo uma continuação de sua obra, quase 40 anos depois, o nome desse novo filme é " The Wicker Tree", já tem até algumas imagens na internet do set.
Só pra deixar claro uma coisa, fizeram em 2006 uma refilmagem do filme com Nicolas Cage, o nome que colocaram aqui foi "O Sacrifício". Eu peço de joelhos que não vejam essa refilmagem, é absolutamente ridícula comparada a original de 1973.
Uma curiosidade que eu queria mencionar também é um cd que o Iron Maiden fez baseado no filme com o título de " The Wicker Man" (o mesmo nome do filme), enfim quem pode falar melhor desse cd é o Lucas Abreu.
Aproveitando a deixa de Lucas Sá, vou falar brevemente da música do Iron Maiden. Na verdade, não foi um álbum como dito pelo amigo aí em cima. É uma música do álbum "Brave New World(2000)" que trata do filme já citado. Esse álbum também marca a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith ao line-up da banda. "The Wicker Man" é sem dúvida o ponto alto deste álbum! Conta com um solo de guitarra do Adrian Smith de fazer chorar. E ela tem clip também, apesar dos efeitos meia-boca, é um dos clips da Dama de Ferro que eu mais acho legal! Tem até o espantalho, boneco gigante ou seja lá o que for que aparece no filme! Não só a música, mas o álbum também vale muuuuuuito à pena dar uma conferida, fiquem aí com o clip de "The Wicker Man"!
P.S.: Fico me perguntando porque cargas d'água o Bruce fica balançando aquele balão(?) enquanto canta...






