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7 de outubro de 2012

Curta "Saco Plástico" (2009)

Por: Airton Rener

Responsáveis por uma infinidade de externalidades negativas, as sacolas plásticas, criadas por Alexander Parkes em 62 , mas somente introduzidas em massa nos anos 70, representam um novo padrão de vida que iria se concretizar com a moderna sanha consumista. É nesse contexto que se insere "Plastic Bag", curta dirigido pelo estadunidense Ramin Bahrani, conhecido pelo aclamado e bem premiado filme independente "Man Push Cart"(2005).


Nesse curta Ramim Bahrani põe vida e sentimentalismo na protagonista sacola plástica por meio da figura de estilo denominada de personificação. É com isso e com uma fotografia impecável aliada a planos bem enquadrados que se sustenta um roteiro simples baseado desde o "nascimento" da sacola plástica até o destino final, o"Vórtex", nome dado para a concentração gritante de lixo não biodegradáveis no Oceano Pacífico.

A sensação do curta está associada ao seu valor poético graças a narração do cineasta Wener Herzog,   popularmente conhecido pelo seus documentários "O Homem Urso" (2005) e Encontros no Fim do Mundo (2007). Como também pelo seu caráter filosófico quando este se trata da superficialidade humana em  relação ao seu subproduto de "insignificante importância". Tal insignificância que se multiplica em números exorbitantes os quais refletem para a paradoxal racionalidade do homem e seu sistema falho, desarmônico com a natureza. Segue abaixo o curta de aproximadamente 18min.



Sinopse: Curta que mostra de forma simbólica a longa jornada de um saco plástico (narrado por Werner Herzog) em busca de seu criador perdido até o seu 'término de vida', com o desejo de retorno transmitido pela canção: “I wish you had created me so that I could die” – Eu queria que você tivesse me criado para que eu pudesse morrer. Direção: Ramin Bahrani. Áudio: Inglês Legendas: Português Duração: 18 min.

Direto do "Salamandras Radioativas"

23 de dezembro de 2010

Revista General Especial - Ramones

Por: Airton Rener

Fim de ano e a equipe Lucas'sville pede desculpa pelo escassez de postagens nesse mês de dezembro. Mas pra quebrar o galho de vocês que são fãs e acessam diariamente o Blog ou que atualizam de hora em hora, trouxe uma coisa muito boa (pelo menos eu acho).

Enfim. Fui numa sebo procurar um livro e acabei achando outra coisa mais interessante; uma edição da revista General de "1900 e carne assada" sobre Ramones. A revista conta com fotos exclusivas, como a foto de Joey Ramones ao lado, e historias inéditas da banda contada por André Barcinski, um dos jornalistas mais próximo da banda e um sortudo por assistir como convidado especial as gravações da banda, ouvir demos nunca transformadas em disco e até mesmo acompanhar Johnny em convenções de filmes de terror.

E o melhor de tudo é que fiz questão de scanear a revista para compartilhar esse conhecimento tão maravilho e tão incrível sobre umas das mais chatas e melhores bandas do mundo (link do download no fim da postagem). Segue a baixo o editorial escrito por Rogério de Campos:

"I Don't Wanna Get Involved With You", "I Don't Wanna Walk Around With You", "I Don't Wanna Go Down To The Basemet", "I Don't Wanna Be Learned, I Don't Wanna Be Tamed". Os títulos das primeiras músicas dos Ramones já definem a banda. Definem por exclusão. Enquanto os Stones chocavam o mundo civilizado dos anos 60 anunciando o que queriam (sexo, sexo, revolução, um tanto de drogas e mais sexo), os Ramones inauguraram o tal movimento punk aunciando o que não queriam. E os Ramones não queriam muita coisa. Não queriam fazer musiquinhas de amor. Nem intermináveis solos de guitarra. Não queriam falar de assuntos que eram moda nas letras do rock anos 70; fadas e duendes interplanetários. Não queriam, para horror dos proguessivos, fazer um disco diferente do outro, "com um som novo, diferente". E não queriam, principalmente, se tranformar em babacas emplumados como os pop star de supergrupos (pode-se falar tudo contra Ramones, menos acusá-los de ser um "supergrupo").

O que eles fizeram foi dizer bem alto; NÃO! E isto serviu como detonador de uma revolução. "Eu não sei o que eu quero, mas sei como conseguí-lo", a famosa frase de Johnny Rotten, já tinha sido dita antes de muitas maneiras, pelos Ramones. Os Sex Pistols, Clash, Jam, Damned e tais têm o grande mérito de serem os primeiros a entender bem a mensagem. Se a fúria inicial foi o que detonou essa revolução, que inspirou a primaira geração punk, foi sua fidelidade aos seus propios principios que transformou os Ramones nos melhores exemplos para as gerações posteriores. Quando ouvimos toques de Ramones em, por exemplo, Raimundos, Little Quail, Muzzarelas, Graforréia Xilarmônica, não são toques daqueles Ramones de 75 ou 76, mas dos Ramones de sempre.

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