12 de novembro de 2010

5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul - Em São Luís

Por: Lucas Sá

A Mostra Cinema e Direitos Humanos já está em sua quinta edição, com uma programação quase imperdível! Em 2010 a mostra conquistou maior destaque, ano passado percorreu por 16 cidades brasileiras com mais de 20 mil espectadores. Esse ano ela irá passar por 20 cidades, divulgando e ampliando o cinema Latino Americano além de reforçar as bases dos Diretos e realidades distintas do nosso continente.
Esse ano a mostra passará pelas seguintes cidades brasileiras: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, São Paulo, Teresina.

No final do mês de Novembro, no dia 29, inicia as exibições em São Luís-MA, no Cine Praia Grande - Odylo Costa Filho, essas irão até dia 05 de Dezembro. Sendo este ano a primeira vez que a mostra passa por aqui. A programação deste ano está melhor do que nunca, com a qualidade do cinema Argentino e Brasileiro, entre outros países. Há nesse ano uma predominância de documentários, como os longas "Perdão, Mister Fiel", "Leite e Ferro" e "Imagem Final". Ah!!! Vale lembrar que toda a programação é gratuita!

Já os longas de ficção são a melhor parte da programação! Esse ano a seleção foi majestosa! Com filmes premiados e reconhecidos. Em destaque estão:





XXY (2006)
Longa Argentino exibido em Cannes. Retrata os medos e desejos da jovem Alex (Inés Efron) que nasceu com ambas as características sexuais. O filme ainda conta com a sublime atuação do que dizem ser "A cara do cinema Argento", o ator Ricardo Darín, que na mostra aparece atuando em três longas. Direção de Lucía Puenzo.








ABUTRES (2010)
Novo filme de Pablo Trapero que questiona o sistema de indenizações por acidentes no trânsito na Argentina. O filme foi exibido também no festival de Cannes desse ano e ainda não passou nos cinemas nacionais! Uma ótima oportunidade de ver o filme com exclusividade. O filme contém cenas fortes e um final em plano-sequência arrebatador. Trapero já é um realizador estabilizado com grandes filmes, como o sensível e realista, "Leonera", e o hilário ,"Família Rodante".









O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS (2006)
Um dos melhores filmes nacionais! Cão Hamburger retrata o período da ditadura atráves do olhar inocente de uma criança. Exibido no Festival de Berlim.








Além de longas de ficção e documentários, o festival ainda conta com diversos curtas que completam a programação. Dentre eles pode se relevar o novo curta de Daniel Ribeiro, "Eu Não Quero Voltar Sozinho", e o premiado e simples, "Ensaio de Cinema".

Confira a programação completa da mostra em São Luís (MA) no link: http://www.cinedireitoshumanos.org.br/2010/saoluis.php

7 de novembro de 2010

Roadie Crew #141 faz entrevista com Rob Zombie

Por: Lucas Abreu

Na edição #141 a Roadie Crew fez uma entrevista com Rob Zombie. Nela ele falou de música e principalmente filmes! Dê uma conferida abaixo! Enjoy!

R.C.: Como está sendo fazer um turnê com Alice Cooper, um de seus ídolos, para promover o seu mais recente trabalho na área musical, o CD Hellbilly Deluxe 2?
Rob Zombie
: Para mim é uma satisfação total. Eu conheço Alice há uns 15 anos, mas adoro seu trabalho desde que era criança. Poucas coisas ainda me emocionam de verdade, mas encontrar e trabalhar com os amigos que foram a razão por eu me apaixonar por algo são algumas delas. Foi a mesma coisa quando Malcolm McDowell, que hoje é meu amigo, com quem eu falo no telefone e com quem eu fico batendo papo quando nos encontramos. E além de tudo nós ainda trabalhamos juntos! Durante algum tempo ele era para mim apenas a imagem na tela que eu admirava. O mesmo acontece com Alice. Por muito tempo, ele era apenas aquele sujeito na capa do disco e que eu imaginava que era o cara mais incrível que existia na Terra. Então são esses momentos que fazem você dar valor a tudo.

R.C.: Já que citou o ator Malcolm McDowell("Laranja Mecânica"),
ele participa como convidado especial no seriado "CSI: Miami", que você dirigiu. Como você se envolveu nesse projeto?
Rob
: Há uns 5 anos, um sujeito que trabalhou como assistente de direção de "House of 1.000 Corpses" e "Devils Rejects"(N.T.: Filmes escritos e dirigidos por Zombie, de 2003 e 2005, respectivamente) foi contratado para trabalhar em "CSI: Miami". Hoje ele é um dos produtores do seriado e foi a partir dele que entrei lá. Todo ano eles entravam em contato comigo para saber se eu poderia dirigir um epidódio, mas nunca dava certo, ou eu estava em turnê ou dirigindo algum filme meu. Só que esse ano não aconteceu esse conflito.

R.C.: Você fica mais feliz cantando num palco ou di
rigindo atrás de uma câmera?
Rob
: Adoro as duas coisas da mesma forma. Quando estou trabalhando em um filme, estou atrás da cãmera criando toda uma nova realidade. Cantar num palco é totalmente diferente. Esses são os dois lados da minha personalidade, eu imagino. Um deles tem que ser grande, exagerado e barulhento, é quando você sente que precisa explodir aquela arena. O outro lado é aquele que me deixa oito meses trancado numa sala de edição junto com um assistente. Depois de fazer uma dessas coisas sempre sinto necessidade de fazer a outra. Depois de lançar um filme, eu preciso de todas as maneiras sair em turnê com a minha banda. E depois de ficar alguns meses na estrada, tudo o que eu mais quero é fazer um filme. Então, as duas coisas acabam se equilibrando.

R.C.: Mas o que o levou a começar já como diretor?
Rob
: Era algo que eu sempre quis fazer, desde que era garoto. Fazer filmes era algo meio que inatingível, nem sabia por onde começar. Quando fiquei um pouco mais velho, ganhei uma câmera Super8, mas fazer filmes no fundo de casa parecia algo um pouco distante de estar em Hollywood. Música e cinema sempre foram as duas maiores paixões da minha vida. Só que a música é algo muito mais fácil de fazer. Você pode a qualquer momento juntar uns amigos e começar uma banda. Pelo enos, era assim naquele tempo. Hoje você pode ter um programa de edição de vídeo no seu computador, uma câmera e colocar o que quiser no Youtube. Então não é algo tão inatingível como era a trinta anos. No fim, meu caminho de entrada para os filmes foi através de vídeos musicais. Comecei fazendo os da minha banda e para alguns amigos. fiz um para Ozzy Osbourne(N.T.: para Dreamer, do álbum Down to Earth), mais gente veio me procurar para fazer clipes e isso acabou sendo uma grande escola.

R.C.: Você falou sobre revezar entre fazer turnês e dirigir filmes. Quando encerra uma turnê de divulgação do álbum, você já sabe qual vai ser seu próxi
mo projeto? Ouvi dizer que você estava pensando em fazer uma nova versão para "The Blob"
Rob
: Não há nada definido. No momento, estou concentrado na turnê, mas há alguns filmes que já tenho em mente para meu próximo projeto. "The Blob" é um deles. Eu nunca sei qual vai ser o próximo. Na verdade, funciona assim: o primeiro filme que consegue um orçamento é o que vai ser feito. Essa é a realidade com a qual eu tenho que lidar e por isso mesmo ainda não sei qual vai ser o próximo.

R.C.: Seus filmes tem muito sangue e vísceras. Há algum filme que faça você se sentir nauseado?
Rob
: Só houve um filme em muito tempo que realmente me incomodou. Ele se chama "The Irreversible" (N.T.: filme francês com Mônica Belluci no papel principal; no Brasil esteve em cartaz com o nome "Irreversível"). Acontece que nele a violência e tudo mais acontecem de forma intensa e muito realista. Eu sabia que nada daquilo era verdadeiro, mas mesmo assim não consegui me sentir confortável assistindo-o.

R.C.: Todos os seus filmes foram classificados como "não recomendados para menores de 18 anos". Você teve algum problema com os sensores na hora de fazer o seriado "CSI: Miami"?
Rob
: Não. Provavelmente, não conseguiria aprovação para tudo o que pensei em fazer, mas não assinei o roteiro. E o roteiro delimita isso tudo. Mas mesmo assim aconteceram uns probleminhas. Por exemplo, tinha um cena em que eu ia dirigir Michael Madsen ("Kill Bill", "Cães de Aluguel" e "Sin City"). Ele perguntou se haveria algum problema se ele aparecesse fumando nela. Eu disse que não sabia e perguntei a um dos produtores. E ele me disse um enorme 'não'. A CBS tem uma política rigorosa. Por exemplo, se alguém tivesse que ser esfaqueado em cena, eu teria que perguntar a um dos produtores o quanto de sangue falso deveria usar. São pequenos detalhes com os quais não estamos acostumados a lidar no nosso dia a dia e que lá poderiam fazer toda a diferença.

R.C.: Em sua opinião, há algum filme que seja tão maravilhoso que ninguém deveria se atrever a fazer uma versão dele?
Rob
: Sendo totalmente franco, não acredito que haja um filme assim. É só ver os filmes que receberam 'remakes'. Se ninguém tivesse feito uma nova versão de "Nosferatu" hoje não teríamos "Dracula". Se a Hammer(produtora de filmes) não tivesse produzido versões de vários filmes, não teríamos atores como Christopher Lee e Peter Cushing trabalhando neles. Mas isso não tira o valor do filme original. Como "Laranja Mecânica"(1971), por exemplo. Esse é o meu filme favorito de todos os tempos. E eu deveria achar que, por isso mesmo, ninguém deveria se atrever a fazer uma nova versão dele. Mas o filme é bem diferente do livro( de 1962) e talvez fosse uma boa idéia alguém fazer uma versão mais fiel a ele. Mas o fato é o seguinte: não importa o quão genial seja a versão, você nunca vai conseguir substituir o original. É o original que traz a essência da história. Até já fui mais purista a esse respeito, mas hoje não dou mais tanta importância. Se a versão é boa, ótimo; se não for, vamos esquecê-la.

3 de novembro de 2010

Notícia - Lady Gaga e Elton John juntos em trilha de Animação

Por: Lucas Sá

O veterano Elton John, admirador assumido de Lady Gaga, convido-a para recentemente para cantar junto com ele uma das músicas da trilha da animação "Gnomeo & Juliet". A música composta pelo próprio cantor se chama "Hello, Hello" e será tema do romance dos protagonistas, ou seja, dois gnomos de jardim.

"Gnomeo & Juliet" é a nova produção da Disney que conta como compositores Elton John e James Newton Howard. Elton John já havia trabalhado como compositor em outras produções da Disney, como "O Rei Leão" e "E Caminha Para El dorado". Lady Gaga também já participou da trilha sonora de alguns filmes, mas o único que obteve uma música inédita foi o filme "Delírios de Consumo de Becky Bloom" com a viciante "Fashion".

Em "Gnomeo & Juliet" o clássico de Shakespeare vira uma história de amor entre dois gnomos de jardins inimigos que se apaixonam. Detalhe, eles só falam e se movem quando nenhum humano está por perto. A dublagem dos personagem conta com atores e músicos de consagrados, como: James McAvoy, Emily Blunt, Michael Caine, Maggie Smith, Jason Statham, Patrick Stewart e nada menos que Ozzy Osbourne! (hã?!)

O filme está previsto para chegar aos cinemas no dia 11 de Fevereiro de 2010 e será dirigido por Kelly Asbury, o mesmo de "Sherk 2" e "Spirit - O Corcel Indomável".

1 de novembro de 2010

Cinema - Requiem

Por: Lucas Sá

Vi esse filme levado pela curiosidade do caso verídico ocorrido com a jovem Anneliese Michel na Alemanha nos anos 70. Essa busca se iniciou com o filme "O Exorcismo de Emily Rose" que me levou a fazer um trabalho sobre Anneliese na escola. Nas pesquisas feitas sempre se referiam a dois filmes, o mais "famoso" e menos realista Emily Rose e o mais realista e premiado Requiem, do diretor Hans-Christian Schmid (Na floresta, depois das cinco e Storm).

Requiem revela o lado mais pessoal e intimista da vida de Anneliese Michel, que no filme se chama Michaela Klingler (Sandra Hüller). O filme se desenrola com Michaela buscando os estudos de pedagogia na faculdade, mas seus sintomas de epilepsia e mal-estar passam a atormentá-la frequentemente levando-a a crer que seu corpo e sua alma estão sob possessão demoníaca. O longa recebeu o Berlim de Prata de melhor atriz para a incrível e centrada atuação de Sandra Hüller, além de melhor filme no festival de Sitges, onde novamente Sandra ganhou o prêmio de melhor atriz.

Sandra Hüller com o papel de Michaela faz uma interpretação sem exageros, se voltando assim ao sentimento de fé e culpa. Michaela se vê em conflito entre a religião e a ciência, sua suposta doença é mental ou de origem fantástica? O longa se estabelece nessas duas vertentes. O lado religioso para Michaela é mais poderoso, fazendo com que ela procure ajuda aos padres de sua paróquia. O drama se fortalece também pelo relacionamento familiar, onde a mãe de Michaela busca proteger-la de forma sufocante, tentando mantê-la inevitavelmente no seu caráter pudico e na inocência de uma cidade alemã cristã do interior.

O aspecto da "possessão" se baseia no medo do que não pode ser visto. Utiliza assim em suas poucas cenas desse gênero a preferência de contorções nas mãos e atitudes rebeldes por parte de Michaela. Sem abusar de efeitos especiais, tudo no longa busca e soa de forma realista. Ao contrário do que se pensa, "Requiem" não é um filme de terror, não busca o medo do espectador, privilegia o drama emocional da jovem na busca de respostas entre dois caminhos opostos, culminando no seu exorcismo ausente.

Há cenas marcantes em Requiem, como a dança esquisita e quase esquizofrênica de Michaela em uma festa. A trilha desta cena é da banda Deep Purple com a incrível música "Anthem", que também finaliza o filme. Abaixo vocês podem escutá-la:
Deep Purple - Anthem