7 de janeiro de 2011

Cinema - De Perna Pro Ar

Por: Lucas Sá

Com o sucesso do "novo" e novamente novo cinema brasileiro, as produtoras nacionais estão apostando cada vez mais em agradar o público, na intenção de ganhar espectadores fiéis ao nosso cinema. O ano de 2010 foi marcado por vários sucessos de bilheteria, como Tropa de Elite 2 e Muita Calma Nessa Hora, isso fez com que os olhinhos de diretores e produtores brilhassem. Buscando mais um novo sucesso que já se consolidou, chega a hora do novo filme de Roberto Santucci, De Pernas Pro Ar, fazer mais alguns milhões.

O longa é uma típica história de uma mulher - Alice - superando seus medos, que descobre a sua liberdade sexual e social em um Sexshop. O roteiro é bem redondo, com situações e piadas já vistas antes em outros filme do gênero, mas o grande trunfo é a atuação de Ingrid Guimarães. Sua personagem cria de imediato um elo com o espectador pelos seus problemas, mesmo que esses por vezes sejam banais. Ingrid consegue fazer piadas batidas se tornarem engraçadas, mesmo sendo já conhecidaspelo público alvo. O que dizer da cena em que Alice usa uma calcinha que vibra quando toca música? De imediato lembramos do filme A Verdade Nua e Crua, mas isso não passa só de uma lembraça, pois a atuação e o timing cômico de Ingrid supera, e muito, esse vago pensamento de Katherine Heigl e sua calcinha vibradora.
Eu ri como nunca tinha rido antes. Foram risos sinceros. De Perna Pro Ar cumpre com sua proposta. Causar risos fáceis. A produção do filme é precária. A fotografia erra em várias cenas, especialmente em closes e cenas de maior orçamento, como nas da feira erótica. Ao meu ver, o baixo orçamentro foi positivo as intenções do longa, fez com que o espectador não levasse o filme a sério, o que tornou o riso algo sem pudor. A trilha sonora não poderia ser pior, com músicas óbvias e já usadas exaustivamente pelo gênero. Alice nunca teve um orgasmo, então vamos colocar que música quando ela ver vários vibradores de borracha? Qual? Hã? Nada mais, nada menos que Like a Virgen de Madonna, bem original né? Essas tosquices: fotografia péssima, roteiro repetitivo, trilha sonora óbiva, produção de baixo orçamento. Todo este conjunto fazem De Pernas Pro Ar, um TRASH de melhor qualidade, que encontra sua salvação em sua protagonista, Ingrid Guimarães!

Por outro lado, com o papel secundária de dona de Sexshop, Maria Paula faz uma espécie de paródia de si mesma, ou seja, atuando mal e com pinta de travesti. Ela ajuda no tom cômico do roteiro com sua atuação absurda, e me faz acreditar ainda mais que o filme caminha pelo TRASH. Já o maior erro do diretor Roberto Santucci, foi não ter dado mais espaço e piadas para o ótimo ator Bruno Garcia, que no longa não passa do marido da protaganista. Bruno já fez papéis hilários, como na ótima comédia de Jorge Furtado, Saneamento Básico - O Filme, atuando ao lado dos também talentosos Fernanda Torres e Wagner Moura.

Os roteristas, Paulo Cursino e Marcelo Saback, foram levando o enredo de forma que não se tornasse uma propaganda escrachada do feminismo. Sendo assim, as situações se tornam harmoniosas tanto para homens quanto para as mulheres. Mas a dupla peca em várias passagens, sendo as que mais irritam são as cenas de reconciliação e sentimentalismo do par romântico, esse erro atrapalha no ritmo do filme, que já é bastante bagunçado. Outra cena desastrosa é a dancinha de Ingrid e Maria Paula na feira erótica, foi uma tentativa falha de demonstrar a "liberdade" adquirida pela protagonista.

Roberto Santucci, que anteriormente havia feito longas com temáticas mais sérias e violentas, Bellini e a Esfinge, Alucinados e Sequestro Relâmpango, tenta algo mais ousado neste novo trabalho e acaba acertando. De pernas pro ar já levou mais de 1 milhão de pessoas aos cinemas, isso na sua primeira semana de estréia. Esse mérito vai principalmente ao elenco. Sobretudo, a Ingrid Guimarães, com sua primeira protagonista.

"Só no dedinho! Só no dedão!
Só no dedinho! Só no dedão!"

5 de janeiro de 2011

Judas Priest - Painkiller(1990)



Por: Luca Abreu

Um dos maiores clássicos do metal contemporâneo...e porque não da música contemporânea? O Judas já havia trazido inúmeras inovações a esse estilo musical que cada vez mais chamava a atenção de um público fiel e de uma crítica incrédula com o fato de uma "bandinha" underground conseguir exercer tal influência no meio musical. Antes deste petardo o Priest já havia lançado os bem sucedidos:
- Rocka Rolla(1974)
- Sad Wings of Destiny(1976)
- Sin After Sin(1977)
- Killing Machine(lançado nos Estados Unidos com o nome Hell Bent For Leather - 1978)
- British Steel(1980)
- Screaming For Vengeance(1982)
- Defenders of the Faith(1984)
E os não tão bem sucedidos:
- Turbo(1986)
- Ram It Down(1988)
Lógico que estes dois últimos álbuns tem músicas boas, mas não tão boas quanto as dos outros álbuns! Então o Priest precisava reerguer seu moral e com isso surge o incrível e apoteótico Painkiller(1990). Faixa foda em cima de faixa foda o álbum é uma sucessão de riffs bem trabalhados e uma cozinha bem entrosada e competente. Halford consegue atingir aproveiamento máximo em todas as faixas inclusive na lendária faixa "Painkiller"(aquela levada de bateria do começo é um marco, qualquer baterista que se preze TEM que saber fazer aquilo). O destaque do álbum vai para a faixa título, mas aí vai a lista das músicas:

1. Painkiller
2. Hell Patrol
3. All Guns Blazing
4. Leather Rebel
5. Metal Meltdown
6. Night Crawler
7. Between The Hammer & The Anvil
8. Touch Of Evil
9. Battle Hymn
10. One Shot At Glory

Só para resaltar o Judas Priest, junto ao Iron Maiden foi, uma das bandas que capitanearam o "New Wave Of British Heavy Metal" revelando outras bandas boas como Saxon. Álbum obrigatório para qualquer um que se suponha bom entendedor de música!! Vídeo de Painkiller ao vivo. Enjoy it!

4 de janeiro de 2011

Nóticia - Tarantino elege os 20 melhores filmes de 2010


Por: Lucas Sá

A famosa e aguardada lista dos melhores filme de 2010 do Mestre Tarantino foi divulgada. Como sempre, ele trás certas surpresas em suas escolhas. Nesse ano Tarantino elegeu como melhor filme, Toy Story 3, meio contraditório da parte dele, já que em seus filmes ele preza pelo não uso de tecnologia ou efeitos digitais, sendo Toy Story 3 uma animação toda feita em 3D e exibida em 3D, sua escolha se torna praticamente um apelo a tecnologia bruta!

Ao contrário da lista de Stephen King, Tarantino é mais eclético em suas escolhas, elegendo filmes menos exibidos nos circuitos comerciais, como no caso da 3° e 4° posição, Animal Kingdom e I Am Love. Como bom apreciador da cultura de massa Norte-americana, Quentin sempre elege comédias batidas dos atores da nova geração de comediantes, um exemplo deste costume pode ser notado na 13° posição com o filme, O Pior Trabalho do Mundo, estrelado pelo saturado Russell Brand, que faz o mesmo papel e usa o mesmo figurino em todos os seus filmes.

As melhores escolhas ficam para A rede Social, em 2° posição, e Enter The Void em 10° . O novo filme do diretor Gaspar Noe, ao qual admiro e respeito pela a inovação visual, recebeu o único comentário de todos os longas escolhidos, sobre Enter The Void ele afirmou:
”A melhor cena de créditos do ano...
Talvez a melhor da década.
Uma das melhores da história do cinema!!!”

Reafirmo o que Quentin disse, os créditos inicias do longa são inovadores e psicodélicos , unindo letras em negritos com os letreiros irreverentes da cidade de Toquío. Enfim, algo sublime! Abaixo pode vê-la.


Tarantino não nega gostar do famoso cinema pipoca, trazendo escolhas universais e populares, como: Encontro Explosivo, Atração Perigosa, Kick-Ass, Jackass 3D e Robin Hood. Agora vendo esses filmes, se torna questionável a não escolha do louvável filme de Christopher Nolan, A Origem, sendo uma das estréias do ano mais bem aceitas pela crítica e público, unindo um roteiro inteligente com diversão visual.

Outro questionamento, é sobre o novo filme de sua ex-namorada, Sofia Copplla. O longa em questão é Somewhere, vencedor na categoria de Melhor Filme no Festival de Veneza deste ano, sendo quem presidiu o júri e escolheu o filme como melhor do festival foi o próprio Tarantino, que elogiou incansavelmente Sofia. Essa escolha do prêmio para Somewhere já havia gerado polêmica entre a impresa no festival. Pergunto: Porque Tarantino não colocou o filme na lista? Essa escolha no festival de Veneza foi apenas para agradar os sentimentos de sua Ex ou para causar burburinhos? Vai entender o Tarantino...

26 de dezembro de 2010

Filmes que vimos essa semana que você deveria ver, ou NÃO!

Por: Lucas Sá, Luca Abreu e Airton Rener




Tron: O Legado - 2010 (Nota 5,0)
Dir: Joseph Kosinski
A Disney moderna com luzes neon... Parece ser interessante a premissa, mas não passa de mais uma história repetitiva com um visual inovador. Refilmagem do original de 1982 que tenta segurar o espectador pelas luzes azuis e 3d fajuto e dispensável, ao longo de duas horas. O filme cansa depois de uns 40 minutos. Agora não posso dizer que Tron não tenha nenhum merito, a parte mais aproveitada se encontra na ótima trilha sonora, sendo algumas das músicas compostas pela dupla Daft Punk, a banda ainda aparece em uma das cenas do longa, mas como sempre mal aproveitados.


Alila - 2003 (Nota 5,0)
Dir: Amos Gitai
Comprei o dvd levado pela beleza da capa. Alila é um filme que tenta se aproximar o mais fiel possível da realidade, utilizando de longos planos sem cortes de câmera que atravessam paredes e janelas, esse fato faz com que o filme tenha um ritmo arrastado e que por vezes se torna cansativo. O longa se firma em problemas de pessoas comuns em um país conturbado pela política, religião e guerra... estamos falando de Israel. O que chama atenção não é a história, mas sim a atuação dos atores e a oportunidade de conhecer uma cultura que por vezes é considerada complexa.


Amores Imaginários - 2010 (Nota 6,0)
Dir: Xavier Dolan
Dirigido pelo jovem Xavier Dolan, o filme se encaixa em algo como: Modernidade Juvenil + Anos 50 + Câmera Lenta copiada do Wonk Kar-Wai. "Amores Imaginários" pode até agradar alguns jovens cools que tentam se encaixar em um padrão artificial de intelectualidade, mas não passa de uma visão baixa e batida sobre o amor a três. Destaco alguns pontos positivos para certas cenas e para a bela trilha sonora. Mas o filme irrita. Enfim, vou fazer uma resenha maior sobre o filme no meu próximo post.





A Branca de Neve e Os Seta anões - 1937
(Nota 8,0)
Dir: William Cottrell, David Hand ...
Filme muito bom! A bruxa mete medo bagarai, os anões salvam o dia, entretanto o príncipe parece uma bichinha AHAHAHAHA EU VOOOOU EU VOOOU EU VOU EU VOU PRA CASA AGORA EU VOU PARARA TI BOM PARARA TI BUM!