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15 de dezembro de 2011

DEATH PROOF - Análise do cartaz

 Por: Lucas Kurz

À Prova de Morte (Death Proof, 2007, EUA) é um filme digirido por Quentin Tarantino e estrelado por Kurt Russell, Rosario Dawson, Vanessa Ferlito e Jordan Ladd, tem duração de 133 minutos e é do gênero Terror.

SINOPSE:  Ao cair da noite, Jungle Julia (Sydney Tamiia Poitier), a DJ mais sexy de Austin, pode enfim se divertir com as suas duas melhores amigas. As três garotas saem noite adentro, atraindo a atenção de todos os frequentadores masculinos dos bares e boates do Texas. Mas nem toda atenção é inocente. Cobrindo de perto seus movimentos está Stuntman Mike (Kurt Russell), um rebelde inquieto e temperamental que se esconde atrás do volante do seu carro indestrutível.

SOBRE O AUTOR DO POSTER:  Infelizmente, após muita pesquisa não foi encontrada NENHUMA informação técnica sobre o cartaz, muito menos a autoria do mesmo.

IDENTIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS:

 
CÍRCULO:  No cartaz foi encontrado um círculo perfeito, tangenciado pelo sol da paisagem. O círculo abrange também parte do carro, até a caveira estampada no capô, e se finaliza antes dos nomes ‘Kurt Russell’, ‘Quentin Tarantino’ e o título do filme.







ÂNGULOS/QUADRADO:  Aqui vemos alguns ângulos formados pela estrada (que é meio desproporcional, errada) na perspectiva da cena. Vemos também o cartaz cortado ao meio horizontalmente e verticalmente, e o quadrado em perspectiva formado pelo automóvel.







ÂNGULOS:  Aqui temos mais ângulo formados pelas linhas da estrada e no chão , formando pontos de fuga na composição.











TRAÇADOS REGULADORES

  RADIAL:  Traçando círculos podemos limitar vários elementos da composição. O primeiro círculo delimita a caveira no capô e as oito silhuetas femininas perfeitamente. O segundo delimita o sol. O terceiro delimita toda a parte da frente do automóvel, e o quarto delimita até o título.  







PARALELOS:  As únicas retas paralelas exatas presentes neste cartaz são a delimitação da faixa de cima e a linha do horizonte.









 CENTRALIDADE:  A composição apresenta linhas diagonais que vão ligeiramente à mesma direção, entretanto, não encontram o mesmo ponto de fuga.









CENTRALIDADE:  Aqui podemos ver os vários pontos de fuga encontrados, o que indica que essas linhas de perspectivas não estão tão fiéis à realidade.






 


SIMETRIA/PARALELISMO:  Como já foi dito, só existem duas retas exatamente paralelas. Muitos elementos no cartaz são simétricos horizontalmente, como o sol, a estrada, o automóvel, etc. O cartaz é bem equilibrado, e também apresenta uma simetria relativa verticalmente.





 PROPORÇÃO  

 Primeiro foi usado o círculo que tangencia o sol para fazer uma escala procurando alguma proporção com o resto do cartaz. Os círculos encontrados, de certa forma, organizam bem a composição; o de baixo abrange a área do título, direção, etc. Os outros dividem as áreas da composição de forma razoavelmente uniforme.






Aqui temos a proporção alcançada pelo método do retângulo raiz de dois, usando o quadrado que delimita o sol temos a proporção das figuras do sol, as silhuetas, o automóvel e o título.








 
Aqui também foi usado o método raiz de dois, porém sem resultado satisfatório.









 

A primeira aplicação do método raiz de dois foi melhor explorada, encontrando outras proporções na composição, como o limite do carro e o tamanho do título.









MALHA 
 
Numa primeira tentativa de encontrar uma malha, usando o diâmetro do círculo que tangencia o sol, a malha não ficou satisfatória.







 

Usando a altura da faixa que comporta os nomes ‘Quentin Tarantino’ e “Robert Rodriguez”, na parte superior do cartaz, foi possível desenvolver uma malha mais satisfatória, melhor definida.







27 de fevereiro de 2011

Cinema - Boogie Nights: Prazer Sem Limites

Por: Lucas Sá

Um dos trabalhos mais completos sobre os bastidores do mundo pornográfico sendo dirigido por um dos diretores mais complexos da atualidade, Paul Thomas Anderson. Boogie Nights é um trabalho provacativo para um diretor iniciante como Anderson, que até o momento só havia feito alguns curtas e um único filme. Mas é com Boogie Nights que o nome de Anderson passa a ser reconhecido pela indústria cinematográfica e se estabelece como um dos grandes nomes do cinema atual.

O filme narra o apogeu e declínio de um dos atores mas bem dotado, nos dois sentidos, do universo pornográfico. John Holmes, seu nome real, se tornou um grande ator de filmes adultos por seus nada mais nada menos 33 centímetros peniano! Fato que o consagrou como um "Porn Star" dos anos 70, quase que uma celebridade neste meio rabuscado. Em Boogie Nights, Paul Thomas Anderson absorve essa personalidade pornográfica e cria um roteiro que atravessa cada etapa de sua vida de forma alegórica. Anderson não segue detalhes de forma concreta aos acontecimentos verídicos de John Holmes, ele de certa forma usa da sua imagem para moldar seu roteiro a sua visão, tanto que o nome do personagem que faz Holmes é trocado, talvez por motivos pessoais, para Eddie Adams, interpretado exemplamente por Mark Wahlberg, que agora está fazendo sucesso no indicado ao Oscar, O Vencedor. O roteiro escrito por Anderson é produzido da forma mais clássica possível para contar dados biográficos: inicia com a descoberta, depois o sucesso e em seguida o declínio moral do personagem. Mas o que faz Boogie Nights se diferenciar deste gênero já degastado é forma como Anderson filma estas passagens de tempo e de mudança de caráter de Eddie Adams, que em certo momento passa a ser chamado pelo seu nome artístico, Dirk Diggler. Esse classicismo biográfico do roteiro sofre uma ruptura na medida em é inserido dramas de outras personalidades ligadas a Dirk Diggler, logo o filme não se centra apenas nas conquistas de seu protagonista, mas a todos os que estão ligados a sua pessoa. Nesse sentido, Anderson se apróxima de seu filme seguinte, Magnólia, onde os personagens estão ligados por um fio condutor, mas sendo que cada um tem seus momentos narrativos distintos. Em Boogie Nights essa característica é menos intensa, que de certo modo foi uma experimentação para Magnólia, sendo uma forma de se desapegar indiretamente aos desejos do protagonista e rondar os sentimentos e medos dos que estão próximos a ele, como o que ocorre com Amber Waves, personagem de Julianne Moore, onde ela perde a guarda de sua filha por conta de seu envolvimento com drogas e com a indústria pornô. Assim Anderson implementa várias subtramas que enriquecem a carga dramática, fazendo com que os figurantes não sejam "menores" do que o protagonista.

Em relação aos trabalhos seguintes de Paul Thomas Anderson, Boogie Nights é o seu filme menos conceitual. Magnólia e Sangue Negro são filmes que mantém uma linha mais realista e que se aproximam a algo mais intimistas, mesmo que esse realismo seja testado de forma excepcional em uma das sequências finais de Magnólia, a famosa chuva de... Boogie Nights talvez tenha sido menos introspectivo racionalmente devido ser um filme de iniciação de Anderson, logo ele se tornou mais aceito por parte do público e crítica, que elevaram o nome de Anderson ao estrelato, assim como seu protagonista, Dirk Diggler com seus centímetros de ouro. O ritmo fílmico é outro fator que o diferência dos demais filme de Anderson. Os cortes em Boogie Nights são acelerados e alegóricos, implementados por elementos dos anos 70, como placas em neon roxo e fotos em polaróides, mas nem sempre essa esquizofrenia na edição permanece, já que esses cortes rítmicos são alternados por longas cenas em plano sequência, sendo estas as mais belas do longa, exemplo disso, é a cena inicial, ao qual somos apresentados a uma grande placa de neon escrito "Boogie Nights", onde em seguida a câmera viaja pela rua escura e suja e logo adentra em um bar que toca "Disco Music" em alto volume, assim somos apresentados em uma única cena a quase todos os personagens da trama.

A representação de décadas anteriores é constantes nos filmes, mas poucos conseguem passar o espírito e a aurea real desses tempos. O que torna Boogie Nights mais agradável de ser visto sem se dar conta do cansaço de ficar sentado ao longo de duas horas e meia de projeção é justamente o seu visual. A estética usada para representar os anos 70, e o ínicio dos anos 80, é deslumbrante, fazendo com que o espectador se sinta imerso neste ambiente de calça boca de sino e de cores exuberantes a todo instante. O figurino é autêntico, nada muito gratuito como alguns filmes que se dizem se passar nos anos 70, como o ainda inédito, Take Me Home Tonight, pelo trailer do mesmo já se tem a noção de que o estilo da época não é respeitado, se tornando uma representação fajuta, que mixa o atual com o retrô, e que acaba confundindo os tempos. Uma das personagens de maior simbolismo deste período no longa é a Rollergirl ( Heather Graham ), que em todas as suas aparições está usando patins de quatro rodas acompanhados de curtos shorts jeans. Outro aspecto que fortalece este clima retrô é a trilha sonora. Poucas passagens em Boogie Nights utilizam do som de cena sem a auxilio da trilha, é ela que molda o ritmo do filme juntamente com os cortes acelerados, com músicas como, God Only Knows (The Beach Boys) e Best of My Love (The Emotions).

Além de ser um material interessante sobre os bastidores do universo pornográfico, Boogie Nights, acaba se tornando uma forma válida de analisar a relação do cinema com as novas tecnologias, como na passagem da película para o vídeo cassete, onde o mais barato se torna mais rentável, sobretudo no meio pormô, mesmo que este tenha menos qualidade estética.

* Outro filme que utiliza a vida de John Holmes como argumento fílmico é Wonderland. Nele a vida pornográfica de Holmes é deixada de lado para narrar o crime em que se envolveu quando passou a se viciar em drogas. Val Kilmer interpreta o astro pornô.


22 de novembro de 2010

Cinema - A Guerra do Fogo


Por: Raissa Baldez

O filme aborda a trajetória de dois grupos de hominídeos e como seu modo de vida é articulado pela presença do fogo. No caso da 1ª tribo que é formada pelos homens, estes vivem em função de manter o fogo acesso, já que por serem rústicos e menos desenvolvidos não possuem o conhecimento sobre a técnica para originar o fogo, sendo atribuído a este uma configuração sobrenatural. Nesse sentido usavam da força bruta para protegerem-se, no caso estes são atacados por outra tribo acarretando o “roubo” do fogo, o que os leva a se esconderem no pântano para fugirem do ataque da outra tribo e de animais.
Para ter novamente a posse do “símbolo sagrado”, esta tribo sai em jornada utilizando como ferramenta de disputa a força bruta, atacando outra tribo primitiva de habito canibalesco que possuía uma fogueira. Após o ataque a esta tribo, os homens levam consigo uma mulher que era a “caça” da tribo canibal. Esta pertencia à outra tribo que já era mais evoluída, isso pode ser percebido por ela ter uma capacidade sócio-ocupacional mais sofisticada; ter uma linguagem mais complexa e definida; ter uma inteligência desenvolvida (no caso o conhecimento da existência de ervas com poder curativo de cicatrização) e por ter uma, estrutura física, na qual é esguia e de porte médio o que possibilita melhor locomoção.
Outro aspecto é que essa interação entre ambos os indivíduos possibilita uma troca de experiências e sentimentos. Nesse caso o homem passa a associar a figura da mulher como pertencente a si e tendo como necessidade de protegê-la. Contudo a mulher foge para sua tribo e não leva o fogo, o objeto de “cobiça” e único foco da tribo do homem. Na tentativa de reencontrá-la o líder do trio vai procurar a tribo da mulher, modificando dessa maneira a estratégia de sua tribo que é o domínio do fogo. Quando deparasse com uma oca (habitação) passa a redefinir sua percepção, isso é evidente quando ele “ataca” a oca pensando ser um animal, mas logo que avista e é capturado pela aldeia, este conhece um novo modo de vida,já que a 2ª tribo possuem habitações(ocas)-não sendo nômades;suas ferramentas são sofisticadas(no caso as lanças são menores e mais afiadas);uso de pinturas corporais;linguagem mais complexa;além de atribuírem as relações sexuais a uma concepção ritualística ,na qual o macho “diferente” tem o poder de evoluir a cadeia genética da aldeia.
Nesse sentido, o homem e a mulher passam a envolver-se ultrapassando de uma relação animalesca para uma relação casal, e neste aspecto além dessa experiência, o homem passa a usar do conhecimento adquiridos para seu próprio bem-estar (exemplo o habito de tomar banho). Quando fogem da aldeia dela e retornam a tribo do homem, os indivíduos do grupo “aprendem” com a técnica ensinada pela mulher de como originar o fogo, sendo por meio da atritação.Outro aspecto é que passa a existir a correlação de indivíduos de espécies diferentes e a evolução biológica pelo cruzamento.